segunda-feira, 15 de março de 2010

Após me separar do meu marido, me senti muito só e pensei que seria impossível cuidar da Carolina como ela deveria sem ter o pai dela comigo... mas o tempo me fez perceber que uma mãe não substituiu um pai, é claro, mas pode sim fazer o melhor pela sua filha....
Durante os primeiros anos não tinha nem vontade de sair de casa... era eu e a Carol o tempo todo...
É claro que eu e o pai dela tentamos muitas vezes recomeçar, meu amor por ele era tão grande que eu acreditei que fosse possível, até porque acreditava no amor dele também, mas quando descobri que existia uma outra mulher... percebi que insistir seria um erro porque alguém havia entrado no coração dele e isso não era algo que eu poderia ignorar... sofri novamente, chorei novamente e me fechei....
Passado o longo período de luto procurei minha antigas amigas, a começar pela Lu, e passamos a sair para papear nos barzinhos. Num deles eu conheci uma grande amiga, a Déa,

Brincar ou estudar???

Minha mãe nunca deixava eu brincar durante a semana, mesmo após ter feito meus deveres de casa, ela sempre dizia:
- Brincar é só no final de semana. A semana é para estudar!!!
Eu sempre fiquei muito triste com isso, não achava justo não poder brincar se já havia cumprido minha obrigação, então a partir daí eu prometi a mim mesma que se um dia eu fosse mãe, eu deixaria minha filha brincar todos os dias, desde que fizesse o dever de casa direitinho.... e acho que tenho cumprido isso... apesar de minha filhota ser um pouco impaciente na hora de estudar...

Irmãs nada parecidas...

O que mais lembro da minha infância eram as enormes brigas que eu tinha com minha irmã mais velha, que sempre foi molenga mais a-d-o-r-a-v-a implicar comigo, só que quando a coisa apertava pro lado dela, ela sempre corria e se trancava dentro do banheiro...eu ficava para morrer de tanto ódio!!! Nas nossas brigas rolava pulos do armário encima dela, ela pisando na minha perna, fora os golpes normais... rs....
Já com minha irmã do meio, que sempre foi calma, gostava de dormir cedo e era na dela... na hora da briga, virava um bicho!! Era capaz de bater em mim e na minha irmã mais velha sem sair com um arranhão.. a bicha era brava! Ela era a única que tinha o cabelo meio enrolado e parecia o urso do cabelo duro...rs... mas mesmo assim fazia sucesso com os meninos (pelo menos platônico porque dos poucos namorados que ela teve, o único que frequentou nossa casa é o atual marido).
Nós três sempre fomos muito diferentes:
-A Deia era a voz da consciência, "politicamente correta" (fora quando saía para soltar balão com o Nando e andava de moto escondida), defendia suas idéias mesmo quando contrárias aos do meu pai (que não gostava nem um pouco de ser contrariado), muito estudiosa, independente,
-A Drica era a "devagar, devagarinho", nunca gostou muito de sair à noite, gostava de dormir cedo (antes mesmo das novelas), sempre andava na linha, e com o tempo se tornou a "matriarca" da nossa família,
- e eu, Euzinha, a ovelha negra da família mesmo, aquela que sempre adorou sair, ir a festas, que até hoje gosta de dançar, brincar, me fantasiar, enfim, curtir a vida sem medo de ser feliz!!!! É claro que também dei desgostos para meus pais: fui a única a repetir um ano (repeti o primeiro ano do 2º grau), fui a única que não formou no curso do CCAA, fui a única que fumou cigarro escondido durante um tempo (porque na época não tinha tantas propagandas explicativas e tampouco lugares em que o cigarro era proibido. Na verdade eu aprendi a fumar para impressionar um menino que eu achava lindo, o Adriano, então pedi para minha prima me ensinar a fumar.... outras drogas eu nunca tive nem curiosidade de experimentar, graças a Deus e aos ensinamentos dos meus pais, vi alguns amigos se acabarem por causa das drogas, uma pena!), fui a única que se divorciou, fui a única a começar a faculdade (odontologia) desistir e trocar para outra (Direito), enfim... sei que devo ter feito muito mais coisas inconscientemente que acabaram por magoar as pessoas que eu amo e disso eu me arrependo de coração mas só gostaria que todos soubessem que há época eu não tinha noção da mágoa que causaria a cada um.....

domingo, 14 de março de 2010

Primeiro namorado....

Quando finalmente nos mudamos do nosso apartamento na Uruguai foi um grande alívio para todas nós... éramos sempre alvo de "torturas e humilhações" pela nossa vizinha Renata Langer e o irmão, Beto. Agora, estaríamos livres deles...ufffaaa...
A nossa nova casa era o máximo, na esquina da rua, três andares, enorme e linda... enquanto meu pai acertava a compra na sala de jantar (que hoje virou o home do papy), eu e as meninas fuçamos a casa todinha...
Entre a saida da Uruguai e a ida para Usina, passamos um mês (ou seria uma eternidade na casa da minha avó)...Não foi nada fácil minha vó acordava às 5 horas da manhã todos os dias e às 18 horas obrigava a gente a dormir... televisão??? nem pensar, ela não tinha, e passava o dia ouvindo a rádio tupi e quando meu pai resolveu comprar uma tv para ela, a primeira coisa que ela pediu foi para colocar na rádio tupi e nós explicamos que aquilo não era um rádio, era uma tv, e logo ela disse:
- então isso não presta, pode desligar! (essa era minha vozinha...)
A vila onde minha avó morava era muito legal porque tinha muita criança da nossa faixa etária e, como estudávamos pela manhã, à tarde sempre podíamos ficar brincando um pouquinho na vila e essa era a parte mais legal. Brincávamos de sanduíche no muro de uma vizinha.
Um dia nós fomos a uma festinha de uma amiga em frente à Vila, começou umas 17 horas e às 18h em ponto, minha avó estava berrando do lado de fora por nossos nomes (vestida em um pijama todo remendado....que mico!!!), nem esperei que ninguém visse minha avó e nós saímos correndo da festa para evitar a gozação da galera...
Após esse mês, finalmente nos mudamos para nossa nova casa!!! Que alegria.
Eu e minha irmãs subimos a rua até a esquina para fazer um reconhecimento do local... de cara arrumei um "inimigo de infância", Igor. Ele era uma peste e estava sempre me irritando, provocando, jogando misturas de restos de sabonetes nojentos na minha cabeça, além de sempre dizer que meu pé era horrível (por conta desse comentário eu passei anos indo para a praia e escondendo meu pé embaixo da areia e só usava sapatos fechados).
O engraçado de tudo isso é que a irmã dele, a Mila, se tornou minha melhor amiga, uma irmã mesmo. Estávamos sempre juntas e eu morria de ciúmes da Carlinha (nossa amiga tb) porque era morava um andar acima do da Mila no prédio e elas ficavam mais tempo juntas... por conta disso, às vezes rolava umas briguinhas bobas mas logo fazíamos as pazes.. A briga que mais me marcou foi quando eu me juntei com a Carla contra a Mila e a Renata (outra amiga de infância, filha de um amigo do meu pai), então para fazer inveja a elas nós pedimos pra minha empregada fritar batata frita e ficamos comendo na frente delas (isso lá é idéia de briga...afffffffffffff...)
Meu primeiro namorado foi o Chiquinho ele era o gatinho do pedaço e tinha um monte de gente que gostava dele (a Mila, a Carla, a Diana...) Na época eu também era disputada pelo Chiquinho, Cláudio, Gustavo,... Foi um namoro muito legal, dançávamos música lenta nas festinhas, dávamos beijos no rosto, eu recebia cartinhas de amor, presentinhos e andávamos de mãos dadas de vez enquando. Beijo não rolava, só no rosto porque eu era nova tinha 11 anos e achava beijo nojentão. E mesmo namorando com ele, eu não deixava de brincar de barbie com a Mila e a Carla, e um dia na brincadeira eu fingi que era mãe da barbie e que ia trabalhar então dei um beijo na parede (fingindo que estava me despedindo do meu marido) e não sei como os meninos da rua ficaram sabendo. O Chiquinho veio indignado na minha casa, exigindo um beijo e ficou "tirando onda" dizendo que eu beijava a parede mas não beijava meu namorado. Aquilo me deixou tão irritada que disse que preferia beijar a parede do que a boca dele... não preciso nem dizer que nosso acabou por aí, né?!...

sábado, 13 de março de 2010

O primeiro beijo a gente nunca esquece...

É sério que demorei um pouco para dar meu primeiro selinho, estalinho, bitoca, ou sei lá o nome que se dá hoje em dia, mas eu tinha meus motivos, né?! Afinal de contas não me parecia muito lógico deixar que um menino (que na infância são tão insuportáveis) encostasse a beiçola dele nos meus singelos lábios... sempre tive os lábios fininhos, delicados...
Então, antes de decidir dar meu primeiro estalinho, criei algumas regras:
1- o menino deveria ser um Deus.. isso mesmo, deveria ser alguém que realmente valesse à pena;
2- nada de meninos com algum dente mole pois na hora do selinho ele poderia grudar na minha boca feito um carrapato e eu acabar engolindo o dente dele;
3- menino que usava aparelho já estava descartado pois morria de medo do meu lábio ficar enganchado no arame do aparelho dele;
4- o escolhido deveria escovar os dentes regularmente e nunquinha aparecer com bafo de onça, ECA!!!
5- meninos que falavam babando, nem pensar....
Após alguns anos de análise dos candidatos, nada aconteceu como imaginei....
Na verdade eu estava com uma amiga minha, Soraia, que também nunca havia beijado ninguém e nós fizemos uma aposta de que naquele dia a gente iria superar o medo.. Escolhemos a mesma vítima, o Besteira (não preciso nem explicar porque o nome dele era esse, né?! ele era um mosca morta e meio bobão, mas no fundo era bonitinho e isso era importante para dar mais coragem...rs...). Como sempre fui muito de falar e na hora H ficar meio sem ação, pedi que a Soraia fosse a primeira a beijar o Besteira, ela sem pensar duas vezes, cumpriu o desafio.
Não pensei que ela seria tão rápida... e agora?? queria sair correndo mas não podia fazer isso, tinha criado aquela situação e precisava encará-la. Tomei fôlego, fixei meus olhos BEM ABERTOS na boca do Besteira e fui devagar (parecia que estava em câmera lenta) na direção dos lábios dele e quando cheguei bem pertinho, como um flash encostei meus lábios nos dele e saí correndo...rs.. fui mmmmuuuuiiiittttooooo estranho!
Depois eu e a Soraia ficamos horas rindo lembrando da cara do coitado do Besteira que parecia estar com mais medo que nós duas juntas.....

terça-feira, 2 de março de 2010

ruptura

Desde que decidi me separar do meu marido, a vida ficou bem difícil... na verdade não foi bem uma decisão, foi um ímpeto de indignação por uma briga boba, onde disse que iria embora... e como todo mundo sabe, as palavras têm força... depois de dito, teria que ser feito... e foi... peguei minha filhota com dois meses de vida e parti para o RJ, para casa dos meus pais. Lá, cheia de rancor, mágoa, tristeza, cansaço, acabei pintando o meu ex como um monstro e minha família logo tomou minhas dores e passou a execrá-lo... Depois de um tempo percebi que minha atitude impensada causou um mal muito grande pois nunca mais minha família o perdoou embora eu saiba que também tive culpa na separação pois agi de forma infantil e inconsequente.
Meu leite, que antes era doado e recolhido pelos bombeiros, cessou desde que saí de Brasília e por mais que me esforçasse, não recuperei a chance de amamentar minha filhota que acabou aderindo ao NAM desde cedo.

Aborrecência escolar...

Lembro que sempre fui uma aluna mediana, estava sempre correndo atrás da média e eram poucas as matérias em que me destacava.
A coisa desandou mesmo no primeiro ano científico, mudei de escola e comecei a "matar aula" por nada...era para ir para casa de uma amiga, era para ir ao cinema, era para ficar de bobeira na lanchonete batendo papo, era para ficar assistindo a aula de educação física da outra turma... enfim... pura besteira... Isso, infelizmente, me custou um ano inteiro da minha vida pois acabei reprovando e tendo que repetir o primeiro ano. Quando a reprovação do colégio chegou não foi nem 10% da reprovação que vi no rosto dos meus pais... me senti muito mal mesmo mas já era tarde, então resolvi ir estudar numa escola pública (pelo menos minimizaria o prejuízo financeiro deles). Comecei no Instituto de Educação, fazendo o curso Normal (aquele que formava professores antigamente), só que não durou muito... o colégio era muito velho e as aulas frequentemente interrompidas por motivos de vazamento do chafariz, rachaduras nas paredes das salas e greve dos professores. No meio do ano eu só havia tipo um bimestre de aula....afffff....
Meus pais me mandaram passar as férias em brasília, na casa dos meus tios e isso deu uma boa guinada na minha vida... como meu colégio no RJ ainda estava em greve, para não perder o ano, decidi ficar em Brasília para estudar. Queria estudar no Objetivo, onde estudava um gatinho da quadra, mas minha tia me matriculou no Sigma, um colégio super puxado, onde eu tinha aulas de reforço, além de aulas particulares de física e desenho.... foi brabo... mas... EU CONSEGUI!!
No ano seguinte, voltei para o RJ e fui estudar no Palas, um colégio muito bom tb, onde tive que ralar bastante.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Trilha sonora....

Sempre gostei de música nacional. Talvez porque meu inglês nunca tenha superado o entrave do "sotaque CCAA", mas enfim.... é óbvio que quando estava na balada, dançava rigorosamente e até sorria com aquelas músicas estrangeiras que podem estar falando mal da sua mãe, mas que "a galera" acha o máximo....
Mas música para mim, sempre teve um significado especial..
Sou do tipo bregona e quando estou deprê a sertaneja me cai feito uma luva, e não estou falando em balbuciar umas notinhas não... é gritar mesmo com fervor e sentimento a letra inteira, como se estivesse fazendo separação silábica...rs...
Já quando o meu astral está nas nuvens, o "chiclete com banana" sempre me acompanha!
Quando quero extravasar minha alegria, me jogo no samba e ninguém me segura!
Nos momentos lights, Ana Carolina, Marisa Montes, Zé Ramalho, Alceu, Adriana Calcanhoto...
E no meio de tudo isso, claro, tem as músicas, aquelas que "marcaram história"e são inesquecíveis para mim e vou compartilhá-las:
"Um dia um Adeus" - Essa música foi tema do meu namorico com o primo mineiro da minha melhor amiga do RJ, minha quase irmã. No dia em que ela me disse que ele chegaria, não dormi nada.... estava tão ansiosa que no dia seguinte, madruguei na casa dela... na minha cabeça vinham mil faces, claro que todas lindas e maravilhosas...rs.. bem, podemos dizer que meu "gato mineiro" não era nenhuma brastemp... principalmente pelo sotaque carregado que me deixava até sem graça, como se ele fosse meio bicho do mato...rs... mas seus lindos olhos verdes e seu cabelinho estilo romeu eram um encanto. Foi um namoro platônico mas curti muito, acho que ele realmente gostava de mim... não é qualquer um que vê a "mulher dos seus sonhos" particiapando de um grupo cover dos MENUDOS e mesmo assim continua interessado...rs... lembro bem da minha polaina preta e branca e uma faixa que usava na cabeça quando dançava....afffffffffff
cada uma por um
"Paixão antiga" - Me lembra um gêmeo que eu namorei e que eu gostava muito, embora na época não tivesse dado a devida importância... coisas de adorrecente...
Eu e mais duas amigas resolvemos ir numa festa que aconteceria na Conde de Bonfim, o detalhe é que não havíamos sido convidadas.. detalhes a parte, nos vestimos para a guerra e encaramos com determinação o desafio. Claro que fomos barradas de cara mas, com nosso jeitinho único e minha cara de pau inigualável, pela garagem do prédio fizemos amizade com 3 meninos, um deles seria meu futuro namorado. Como ele estava com mais um amigo e o irmão, como sempre, tentei dar uma de cupido para que minha amiga se entendesse com algum deles, não rolou! Em compensação engatei meu namorinho com meu gato. O namoro em si, não durou muito. Mas saí do RJ por um tempo e quando voltei descobri que ele estava namorando uma monstrenga, não se se foi esse o motivo, ou se ele tinha ficado ainda mais gatinho, ou se eu havia percebido que perdi um bom namorado... mas enfim, fiquei caidinha por ele de novo... essa música e minha dor de cotovelo passaram a caminhar juntas...rs..

"Alô paixão, alô loucura" - é a cara da minha comadre aqui de Bsb. Lembro bem do dia em que estávamos no meu quarto na casa da minha super tia, eu tinha um telefone estilo aquele dos bombeiros, vermelho e estridente, e nós coreografamos a música toda... rs... uma comédia!!!

"Chupa toda" - é a cara de outra amiga minha daqui de Bsb. Amiga daquelas que não tem mau tempo, está sempre rindo e encara os programas mais ralés sem reclamar. É claro que, como todo mundo, ela tem seus momentos de reclusão... daí, ela simplesmente some, não dá mais notícias pelo período que ela acha que precisa se afastar e quando volta, é só alegria.... Foi ela que estava comigo, com a maior dignidade, no primeiro encontro que deu origem a minha comunidade, foi ela que deu força para eu conhecer meu marido e foi ela que estava comigo, embriagada depois de horas de espera e várias cervejas quando o conheci!!! É nossa dindinha!

"Vida cigana" e "Sozinho"- lembram meu primeiro marido. A primeira, a primeira viagem que fizemos juntos, na verdade a maior"furada", pois fomos para a casa de um casal de amigos dele e nada foi como pensamos e acabamos voltando mais cedo e passando o último dia numa pousadinha em Guarapari. A namorada do cara era toda fresca, não fazia nada, comia tudo que a gente comprova e não se dispunha a partipar das compras para a casa..... tipo murrinha para caramba.... A segunda, eu já havia terminado nosso longo namoro, quando ele me procurou, me convidou para jantar e depois, quando foi me levar em casa, dentro do carro, me pediu em casamento e essa música estava tocando.

"100% você" - é a minha música com meu marido. Acho que porque expressa bem a nossa escolha de nos entregarmos ao nosso amor e enfrentarmos os problemas. E olha que o lado de lá causa tantas, mas temos superado todos.. às vezes nos abatemos pelas injustiças, pela falta de paciência, pela vontade de nos libertar de tudo isso.... mas não desistimos, seguimos juntos e em frente e venha o que vier....

Conforme for lembrando, vou anotando outras por aqui....

kaianyy???? Por quê????

Bem, esse era o nome de uma cadelinha que tive quando pequena. Era uma mistura de lulu da pomerânia com uma poodle.. estranho né?
Tudo aconteceu quando meu pai resolveu abrigar por um final de semana um lulu (macho) de um amigo lá em casa. Nós tínhamos a Poliana, nossa cadelinha poodle, que já não era nenhuma jovenzinha e ainda estava encalhada..coitada... Foi aí que, não sei bem onde e nem quando, os dois resolveram se entregar aos apelos da carne... (acho que deve ter sido embaixo de algum edredon pq não houve testemunha ocular do fato). Nada foi percebido por nós enquanto aquele "conquistador barato" permaneceu conosco e ele foi embora feliz e saltitante (não era para menos...).
Nossa vida continuou sem qualquer alteração e sem que percebêssemos o que havia acontecido.
Um dia, porém, estávamos assistindo novela na sala de estar com a luz apagada enquanto a Poli (como era por nós chamada) descansava em cima do sofá.
De repente ela começou a arranhar o sofá com a pata e minha mãe lhe deu uma bronca dizendo que ela iria furar o sofá (como se fosse possível ela entender a advertência) e continuou assistindo a TV (a novela estava bem interessante)!
Ato contínuo, ela começou a se retorcer de um lado para o outro e arranhar com mais força e insistência o sofá, foi aí que nossa empregada, Maria, na época, resolveu ascender a luz para ver o que estava acontecendo... foi quando demos de cara com um bicho encima do sofá, muito próximo a pequena Poli.... Tentei apertar os olhos para ver com maior clareza (coisa de míope) mas só consegui identificar algo pequeno e que parecia um..........affffffff....R-A-T-O!
Subitamente pulei encima do outro sofá e já gritei: UM RATO!!!!
Minhas irmãs nem titubiaram e tb me fizeram companhia no sofá e agora todas nós gritávamos em coro: RATO! RATO! SOCORRO!
Só que a Maria, nossa destemida empregada, nem se abalou, chegou bem perto da Poli e do bicho feio e esquisito que lá estava e, sem delongas, sentenciou:
-Que rato que nada, isso aqui é um filhote!!!
****Sinal de ocupado em nossos cérebros por um breve instante******
Como assim um cachorrinho???
De onde teria ele surgido???
Perguntas bem idiotas para o óbvio acontecimento. Aquele cachorro bastardo que foi recebido em nosso lar com toda pompa e carinho claramente havia se aproveitado da inocência de nossa frágil Poli, sem pudor nenhum.....
Mais algumas retorcidas da Poli e um outro cachorrinho apareceu..
Maria, sábia identificadora de sexo animal, reconheceu que era um casal e coube a mim a tarefa de batizá-los. Não sei bem de onde eu tirei os nomes mas de pronto disse: Kaianyy e Koman. E, embora minhas irmãs tenham torcido o nariz ( o que é de praxe), todos aceitaram os nomes.
Tenho que registrar que a passagem de Kaianyy entre nós foi breve. Ela era linda e bem brincalhona mas eu fui morar em Brasília e ela permaneceu no RJ, na nossa casa.
Um dia, minha mãe, em sua eterna briga com o Jeff (essa é outra estória), premeditou o seu assassinato e para isso utilizou-se de chumbinho espalhado por toda a casa. Para azar da Kaianyy e grande remorso da minha mãe o lanche do Jeff foi saboreado pela Kaianyy.
Quando minha mãe acordou, encontrou o corpo sem vida da pequena Kaianyy estirado ao lado de sua cama! Foi um choque! Minha mãe só teve coragem de me contar quase um mês após o ocorrido!
Fiquei mmmmuuuiiiitttttoooooo triste porque era minha primeira cachorrinha e eu gostava demais dela e depois disso nunca mais quis saber de outra (verdade que ainda investi numa Husky, mas essa tb é outra história).
Ah, quase esqueci de dizer que o Koman, irmão de Kaianyy, teve vida longa. Assim que nasceu teve seu novo lar na casa do meu cunhado, que sempre gostou muito de cachorro e por isso ele foi adotado pela família. Era tão querido que quando todos resolveram mudar do RJ para Brasília, Koman os acompanhou e aqui permaneceu até morrer bem velhinho.