Bem, esse era o nome de uma cadelinha que tive quando pequena. Era uma mistura de lulu da pomerânia com uma poodle.. estranho né?
Tudo aconteceu quando meu pai resolveu abrigar por um final de semana um lulu (macho) de um amigo lá em casa. Nós tínhamos a Poliana, nossa cadelinha poodle, que já não era nenhuma jovenzinha e ainda estava encalhada..coitada... Foi aí que, não sei bem onde e nem quando, os dois resolveram se entregar aos apelos da carne... (acho que deve ter sido embaixo de algum edredon pq não houve testemunha ocular do fato). Nada foi percebido por nós enquanto aquele "conquistador barato" permaneceu conosco e ele foi embora feliz e saltitante (não era para menos...).
Nossa vida continuou sem qualquer alteração e sem que percebêssemos o que havia acontecido.
Um dia, porém, estávamos assistindo novela na sala de estar com a luz apagada enquanto a Poli (como era por nós chamada) descansava em cima do sofá.
De repente ela começou a arranhar o sofá com a pata e minha mãe lhe deu uma bronca dizendo que ela iria furar o sofá (como se fosse possível ela entender a advertência) e continuou assistindo a TV (a novela estava bem interessante)!
Ato contínuo, ela começou a se retorcer de um lado para o outro e arranhar com mais força e insistência o sofá, foi aí que nossa empregada, Maria, na época, resolveu ascender a luz para ver o que estava acontecendo... foi quando demos de cara com um bicho encima do sofá, muito próximo a pequena Poli.... Tentei apertar os olhos para ver com maior clareza (coisa de míope) mas só consegui identificar algo pequeno e que parecia um..........affffffff....R-A-T-O!
Subitamente pulei encima do outro sofá e já gritei: UM RATO!!!!
Minhas irmãs nem titubiaram e tb me fizeram companhia no sofá e agora todas nós gritávamos em coro: RATO! RATO! SOCORRO!
Só que a Maria, nossa destemida empregada, nem se abalou, chegou bem perto da Poli e do bicho feio e esquisito que lá estava e, sem delongas, sentenciou:
-Que rato que nada, isso aqui é um filhote!!!
****Sinal de ocupado em nossos cérebros por um breve instante******
Como assim um cachorrinho???
De onde teria ele surgido???
Perguntas bem idiotas para o óbvio acontecimento. Aquele cachorro bastardo que foi recebido em nosso lar com toda pompa e carinho claramente havia se aproveitado da inocência de nossa frágil Poli, sem pudor nenhum.....
Mais algumas retorcidas da Poli e um outro cachorrinho apareceu..
Maria, sábia identificadora de sexo animal, reconheceu que era um casal e coube a mim a tarefa de batizá-los. Não sei bem de onde eu tirei os nomes mas de pronto disse: Kaianyy e Koman. E, embora minhas irmãs tenham torcido o nariz ( o que é de praxe), todos aceitaram os nomes.
Tenho que registrar que a passagem de Kaianyy entre nós foi breve. Ela era linda e bem brincalhona mas eu fui morar em Brasília e ela permaneceu no RJ, na nossa casa.
Um dia, minha mãe, em sua eterna briga com o Jeff (essa é outra estória), premeditou o seu assassinato e para isso utilizou-se de chumbinho espalhado por toda a casa. Para azar da Kaianyy e grande remorso da minha mãe o lanche do Jeff foi saboreado pela Kaianyy.
Quando minha mãe acordou, encontrou o corpo sem vida da pequena Kaianyy estirado ao lado de sua cama! Foi um choque! Minha mãe só teve coragem de me contar quase um mês após o ocorrido!
Fiquei mmmmuuuiiiitttttoooooo triste porque era minha primeira cachorrinha e eu gostava demais dela e depois disso nunca mais quis saber de outra (verdade que ainda investi numa Husky, mas essa tb é outra história).
Ah, quase esqueci de dizer que o Koman, irmão de Kaianyy, teve vida longa. Assim que nasceu teve seu novo lar na casa do meu cunhado, que sempre gostou muito de cachorro e por isso ele foi adotado pela família. Era tão querido que quando todos resolveram mudar do RJ para Brasília, Koman os acompanhou e aqui permaneceu até morrer bem velhinho.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
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