Sempre gostei de música nacional. Talvez porque meu inglês nunca tenha superado o entrave do "sotaque CCAA", mas enfim.... é óbvio que quando estava na balada, dançava rigorosamente e até sorria com aquelas músicas estrangeiras que podem estar falando mal da sua mãe, mas que "a galera" acha o máximo....
Mas música para mim, sempre teve um significado especial..
Sou do tipo bregona e quando estou deprê a sertaneja me cai feito uma luva, e não estou falando em balbuciar umas notinhas não... é gritar mesmo com fervor e sentimento a letra inteira, como se estivesse fazendo separação silábica...rs...
Já quando o meu astral está nas nuvens, o "chiclete com banana" sempre me acompanha!
Quando quero extravasar minha alegria, me jogo no samba e ninguém me segura!
Nos momentos lights, Ana Carolina, Marisa Montes, Zé Ramalho, Alceu, Adriana Calcanhoto...
E no meio de tudo isso, claro, tem as músicas, aquelas que "marcaram história"e são inesquecíveis para mim e vou compartilhá-las:
"Um dia um Adeus" - Essa música foi tema do meu namorico com o primo mineiro da minha melhor amiga do RJ, minha quase irmã. No dia em que ela me disse que ele chegaria, não dormi nada.... estava tão ansiosa que no dia seguinte, madruguei na casa dela... na minha cabeça vinham mil faces, claro que todas lindas e maravilhosas...rs.. bem, podemos dizer que meu "gato mineiro" não era nenhuma brastemp... principalmente pelo sotaque carregado que me deixava até sem graça, como se ele fosse meio bicho do mato...rs... mas seus lindos olhos verdes e seu cabelinho estilo romeu eram um encanto. Foi um namoro platônico mas curti muito, acho que ele realmente gostava de mim... não é qualquer um que vê a "mulher dos seus sonhos" particiapando de um grupo cover dos MENUDOS e mesmo assim continua interessado...rs... lembro bem da minha polaina preta e branca e uma faixa que usava na cabeça quando dançava....afffffffffff
cada uma por um
"Paixão antiga" - Me lembra um gêmeo que eu namorei e que eu gostava muito, embora na época não tivesse dado a devida importância... coisas de adorrecente...
Eu e mais duas amigas resolvemos ir numa festa que aconteceria na Conde de Bonfim, o detalhe é que não havíamos sido convidadas.. detalhes a parte, nos vestimos para a guerra e encaramos com determinação o desafio. Claro que fomos barradas de cara mas, com nosso jeitinho único e minha cara de pau inigualável, pela garagem do prédio fizemos amizade com 3 meninos, um deles seria meu futuro namorado. Como ele estava com mais um amigo e o irmão, como sempre, tentei dar uma de cupido para que minha amiga se entendesse com algum deles, não rolou! Em compensação engatei meu namorinho com meu gato. O namoro em si, não durou muito. Mas saí do RJ por um tempo e quando voltei descobri que ele estava namorando uma monstrenga, não se se foi esse o motivo, ou se ele tinha ficado ainda mais gatinho, ou se eu havia percebido que perdi um bom namorado... mas enfim, fiquei caidinha por ele de novo... essa música e minha dor de cotovelo passaram a caminhar juntas...rs..
"Alô paixão, alô loucura" - é a cara da minha comadre aqui de Bsb. Lembro bem do dia em que estávamos no meu quarto na casa da minha super tia, eu tinha um telefone estilo aquele dos bombeiros, vermelho e estridente, e nós coreografamos a música toda... rs... uma comédia!!!
"Chupa toda" - é a cara de outra amiga minha daqui de Bsb. Amiga daquelas que não tem mau tempo, está sempre rindo e encara os programas mais ralés sem reclamar. É claro que, como todo mundo, ela tem seus momentos de reclusão... daí, ela simplesmente some, não dá mais notícias pelo período que ela acha que precisa se afastar e quando volta, é só alegria.... Foi ela que estava comigo, com a maior dignidade, no primeiro encontro que deu origem a minha comunidade, foi ela que deu força para eu conhecer meu marido e foi ela que estava comigo, embriagada depois de horas de espera e várias cervejas quando o conheci!!! É nossa dindinha!
"Vida cigana" e "Sozinho"- lembram meu primeiro marido. A primeira, a primeira viagem que fizemos juntos, na verdade a maior"furada", pois fomos para a casa de um casal de amigos dele e nada foi como pensamos e acabamos voltando mais cedo e passando o último dia numa pousadinha em Guarapari. A namorada do cara era toda fresca, não fazia nada, comia tudo que a gente comprova e não se dispunha a partipar das compras para a casa..... tipo murrinha para caramba.... A segunda, eu já havia terminado nosso longo namoro, quando ele me procurou, me convidou para jantar e depois, quando foi me levar em casa, dentro do carro, me pediu em casamento e essa música estava tocando.
"100% você" - é a minha música com meu marido. Acho que porque expressa bem a nossa escolha de nos entregarmos ao nosso amor e enfrentarmos os problemas. E olha que o lado de lá causa tantas, mas temos superado todos.. às vezes nos abatemos pelas injustiças, pela falta de paciência, pela vontade de nos libertar de tudo isso.... mas não desistimos, seguimos juntos e em frente e venha o que vier....
Conforme for lembrando, vou anotando outras por aqui....
sábado, 27 de fevereiro de 2010
kaianyy???? Por quê????
Bem, esse era o nome de uma cadelinha que tive quando pequena. Era uma mistura de lulu da pomerânia com uma poodle.. estranho né?
Tudo aconteceu quando meu pai resolveu abrigar por um final de semana um lulu (macho) de um amigo lá em casa. Nós tínhamos a Poliana, nossa cadelinha poodle, que já não era nenhuma jovenzinha e ainda estava encalhada..coitada... Foi aí que, não sei bem onde e nem quando, os dois resolveram se entregar aos apelos da carne... (acho que deve ter sido embaixo de algum edredon pq não houve testemunha ocular do fato). Nada foi percebido por nós enquanto aquele "conquistador barato" permaneceu conosco e ele foi embora feliz e saltitante (não era para menos...).
Nossa vida continuou sem qualquer alteração e sem que percebêssemos o que havia acontecido.
Um dia, porém, estávamos assistindo novela na sala de estar com a luz apagada enquanto a Poli (como era por nós chamada) descansava em cima do sofá.
De repente ela começou a arranhar o sofá com a pata e minha mãe lhe deu uma bronca dizendo que ela iria furar o sofá (como se fosse possível ela entender a advertência) e continuou assistindo a TV (a novela estava bem interessante)!
Ato contínuo, ela começou a se retorcer de um lado para o outro e arranhar com mais força e insistência o sofá, foi aí que nossa empregada, Maria, na época, resolveu ascender a luz para ver o que estava acontecendo... foi quando demos de cara com um bicho encima do sofá, muito próximo a pequena Poli.... Tentei apertar os olhos para ver com maior clareza (coisa de míope) mas só consegui identificar algo pequeno e que parecia um..........affffffff....R-A-T-O!
Subitamente pulei encima do outro sofá e já gritei: UM RATO!!!!
Minhas irmãs nem titubiaram e tb me fizeram companhia no sofá e agora todas nós gritávamos em coro: RATO! RATO! SOCORRO!
Só que a Maria, nossa destemida empregada, nem se abalou, chegou bem perto da Poli e do bicho feio e esquisito que lá estava e, sem delongas, sentenciou:
-Que rato que nada, isso aqui é um filhote!!!
****Sinal de ocupado em nossos cérebros por um breve instante******
Como assim um cachorrinho???
De onde teria ele surgido???
Perguntas bem idiotas para o óbvio acontecimento. Aquele cachorro bastardo que foi recebido em nosso lar com toda pompa e carinho claramente havia se aproveitado da inocência de nossa frágil Poli, sem pudor nenhum.....
Mais algumas retorcidas da Poli e um outro cachorrinho apareceu..
Maria, sábia identificadora de sexo animal, reconheceu que era um casal e coube a mim a tarefa de batizá-los. Não sei bem de onde eu tirei os nomes mas de pronto disse: Kaianyy e Koman. E, embora minhas irmãs tenham torcido o nariz ( o que é de praxe), todos aceitaram os nomes.
Tenho que registrar que a passagem de Kaianyy entre nós foi breve. Ela era linda e bem brincalhona mas eu fui morar em Brasília e ela permaneceu no RJ, na nossa casa.
Um dia, minha mãe, em sua eterna briga com o Jeff (essa é outra estória), premeditou o seu assassinato e para isso utilizou-se de chumbinho espalhado por toda a casa. Para azar da Kaianyy e grande remorso da minha mãe o lanche do Jeff foi saboreado pela Kaianyy.
Quando minha mãe acordou, encontrou o corpo sem vida da pequena Kaianyy estirado ao lado de sua cama! Foi um choque! Minha mãe só teve coragem de me contar quase um mês após o ocorrido!
Fiquei mmmmuuuiiiitttttoooooo triste porque era minha primeira cachorrinha e eu gostava demais dela e depois disso nunca mais quis saber de outra (verdade que ainda investi numa Husky, mas essa tb é outra história).
Ah, quase esqueci de dizer que o Koman, irmão de Kaianyy, teve vida longa. Assim que nasceu teve seu novo lar na casa do meu cunhado, que sempre gostou muito de cachorro e por isso ele foi adotado pela família. Era tão querido que quando todos resolveram mudar do RJ para Brasília, Koman os acompanhou e aqui permaneceu até morrer bem velhinho.
Tudo aconteceu quando meu pai resolveu abrigar por um final de semana um lulu (macho) de um amigo lá em casa. Nós tínhamos a Poliana, nossa cadelinha poodle, que já não era nenhuma jovenzinha e ainda estava encalhada..coitada... Foi aí que, não sei bem onde e nem quando, os dois resolveram se entregar aos apelos da carne... (acho que deve ter sido embaixo de algum edredon pq não houve testemunha ocular do fato). Nada foi percebido por nós enquanto aquele "conquistador barato" permaneceu conosco e ele foi embora feliz e saltitante (não era para menos...).
Nossa vida continuou sem qualquer alteração e sem que percebêssemos o que havia acontecido.
Um dia, porém, estávamos assistindo novela na sala de estar com a luz apagada enquanto a Poli (como era por nós chamada) descansava em cima do sofá.
De repente ela começou a arranhar o sofá com a pata e minha mãe lhe deu uma bronca dizendo que ela iria furar o sofá (como se fosse possível ela entender a advertência) e continuou assistindo a TV (a novela estava bem interessante)!
Ato contínuo, ela começou a se retorcer de um lado para o outro e arranhar com mais força e insistência o sofá, foi aí que nossa empregada, Maria, na época, resolveu ascender a luz para ver o que estava acontecendo... foi quando demos de cara com um bicho encima do sofá, muito próximo a pequena Poli.... Tentei apertar os olhos para ver com maior clareza (coisa de míope) mas só consegui identificar algo pequeno e que parecia um..........affffffff....R-A-T-O!
Subitamente pulei encima do outro sofá e já gritei: UM RATO!!!!
Minhas irmãs nem titubiaram e tb me fizeram companhia no sofá e agora todas nós gritávamos em coro: RATO! RATO! SOCORRO!
Só que a Maria, nossa destemida empregada, nem se abalou, chegou bem perto da Poli e do bicho feio e esquisito que lá estava e, sem delongas, sentenciou:
-Que rato que nada, isso aqui é um filhote!!!
****Sinal de ocupado em nossos cérebros por um breve instante******
Como assim um cachorrinho???
De onde teria ele surgido???
Perguntas bem idiotas para o óbvio acontecimento. Aquele cachorro bastardo que foi recebido em nosso lar com toda pompa e carinho claramente havia se aproveitado da inocência de nossa frágil Poli, sem pudor nenhum.....
Mais algumas retorcidas da Poli e um outro cachorrinho apareceu..
Maria, sábia identificadora de sexo animal, reconheceu que era um casal e coube a mim a tarefa de batizá-los. Não sei bem de onde eu tirei os nomes mas de pronto disse: Kaianyy e Koman. E, embora minhas irmãs tenham torcido o nariz ( o que é de praxe), todos aceitaram os nomes.
Tenho que registrar que a passagem de Kaianyy entre nós foi breve. Ela era linda e bem brincalhona mas eu fui morar em Brasília e ela permaneceu no RJ, na nossa casa.
Um dia, minha mãe, em sua eterna briga com o Jeff (essa é outra estória), premeditou o seu assassinato e para isso utilizou-se de chumbinho espalhado por toda a casa. Para azar da Kaianyy e grande remorso da minha mãe o lanche do Jeff foi saboreado pela Kaianyy.
Quando minha mãe acordou, encontrou o corpo sem vida da pequena Kaianyy estirado ao lado de sua cama! Foi um choque! Minha mãe só teve coragem de me contar quase um mês após o ocorrido!
Fiquei mmmmuuuiiiitttttoooooo triste porque era minha primeira cachorrinha e eu gostava demais dela e depois disso nunca mais quis saber de outra (verdade que ainda investi numa Husky, mas essa tb é outra história).
Ah, quase esqueci de dizer que o Koman, irmão de Kaianyy, teve vida longa. Assim que nasceu teve seu novo lar na casa do meu cunhado, que sempre gostou muito de cachorro e por isso ele foi adotado pela família. Era tão querido que quando todos resolveram mudar do RJ para Brasília, Koman os acompanhou e aqui permaneceu até morrer bem velhinho.
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